Coleção em destaque

História e Cultura Afro-brasileira, Africana e Indígena, do 1º ao 9º ano do Ensino Fundamental
A lei sai do calendário e entra na sala de aula.
O que faltava ao tema era tempo. A coleção dá a ele um lugar no planejamento de todos os anos: oito capítulos por volume, quatro aulas por capítulo, distribuídos pelos quatro bimestres. A cada ano, o estudante volta aos mesmos assuntos um passo adiante.
- 9volumes, um para cada ano
- 72capítulos
- 4aulas de 45 minutos por capítulo
- 34aulas por ano letivo
Por que agora
Mais de vinte anos de lei, e o tema ainda cabe numa semana
Você conhece a cena. Chega novembro, a escola monta o mural, a turma ensaia uma apresentação e a data é cumprida. Em dezembro, o assunto volta para a gaveta até o ano seguinte.
Não é falta de vontade. É falta de estrutura. O professor raramente teve formação para tratar o tema, tem receio de errar num assunto delicado e não encontra material confiável para preparar a aula. Sem um lugar fixo no planejamento, o tema vira projeto, e projeto acaba quando a data passa.
A lei pede outra coisa: que a história e a cultura afro-brasileira, africana e indígena façam parte do que todo estudante aprende, todos os anos. A Lei 10.639, de 2003, e a Lei 11.645, de 2008, tornaram esse ensino obrigatório em todas as escolas de Ensino Fundamental e Médio, públicas e privadas.
Cinco jeitos de o tema falhar, e a coleção desenhada para evitar cada um
- Tratar essas culturas como coisa distante de quem lê, e não como parte da formação de todo estudante.
- Folclorizar: cocar, aldeia idealizada, festa e ritmo, no lugar de povos vivos, nomeados, com quem produz conhecimento hoje.
- Falar por uma comunidade sem dar crédito a quem fala.
- Encerrar a história na violência, sem quem resistiu e sem o que foi construído.
- Isolar o racismo num capítulo, quando ele precisa atravessar todos os anos.

O Brasil que está nos números
- 55,5%da população brasileira se declara preta ou parda
- 1,7 milhãode pessoas indígenas, de 391 povos, que falam 295 línguas
- 1,3 milhãode pessoas quilombolas, contadas pela primeira vez num censo
- 63%das pessoas indígenas vivem fora de terras indígenas
Fonte: IBGE, Censo Demográfico 2022.
O Brasil que está nos números precisa estar também no livro didático, o ano inteiro.
Como a coleção funciona
As mesmas quatro perguntas, do 1º ao 9º ano
Cada volume tem quatro unidades, e cada unidade responde a uma pergunta. A resposta cresce com o estudante.
Quem somos?
O estudante aprende a dizer quem é e por que isso importa.
Como vivem e pensam os povos?
Povos indígenas e matrizes africanas e afro-brasileiras, cada um com seu nome, no presente, com seus saberes, sua arte e sua ciência.
O que aconteceu e como se resistiu?
A história sem suavizar, com o que foi destruído, o que resistiu e o que se construiu.
E agora, o que eu faço com isso?
Reconhecer o racismo e transformar o que aprendeu em proposta ou ação.
Aos 6 anos, no 1º ano, a criança responde "Quem somos?" falando do próprio nome, do seu jeito e do que gosta. Aos 11, no 6º ano, ela volta à mesma pergunta para entender as categorias de cor ou raça usadas no país e o direito de cada pessoa de se autodeclarar. A pergunta é a mesma. O que muda é a ferramenta para responder.
O tema tem o mesmo peso em todos os anos. O que muda é a forma de responder.
- 1º e 2º ano
Descobrir
Desenhando, falando, em roda. A história entra por "há muito tempo", sem datas.
- 3º ao 5º ano
Conectar
Escrita curta, desenho e conversa. As datas chegam no 4º ano.
- 6º ao 9º ano
Posicionar-se
Lendo documentos, analisando dados e formando opinião própria.
A criança que ainda está aprendendo a ler faz o percurso inteiro. Ela responde desenhando, falando e marcando, e isso conta como resposta, não como adaptação.
A estrutura
Oito capítulos, o mesmo caminho todo ano
O professor e o estudante sabem onde estão, em qualquer volume. O capítulo 6 existe para que a história nunca termine na violência: depois de estudar a colonização ou a escravização, a turma estuda quem resistiu e o que foi construído.
- Unidade 1
Quem somos?
- 1Como me reconheço
- 2Como reconheço o entorno
- Unidade 2
Como vivem e pensam os povos?
- 3Como vivem
- 4Como pensam
- Unidade 3
O que aconteceu e como se resistiu?
- 5O que aconteceu
- 6O que permaneceu e o que se construiu
- Unidade 4
E agora, o que eu faço com isso?
- 7Reconhecer
- 8Agir
Nenhum tema fica num ano só
O racismo é nomeado no 1º ano, numa cena da sala, e volta todo ano, um passo à frente.
- 1º anoA palavra racismo, dita pelo nome numa cena da sala
- 2º anoQuando o apelido sobre cor e cabelo é racismo
- 3º anoO preconceito como ideia pronta
- 4º anoA discriminação que está nas regras
- 5º anoInjúria racial, racismo e o que a lei diz
- 6º anoRacismo recreativo, religioso e institucional
- 7º anoO racismo nas instituições
- 8º anoO racismo estrutural nos dados oficiais
- 9º anoLeis e políticas, avaliadas pelo resultado
Por dentro do capítulo
Quatro aulas, e toda aula termina com o estudante fazendo alguma coisa
O capítulo começa com uma conversa e termina nela. Na primeira aula, a turma responde a uma pergunta; na última, responde de novo e percebe o que mudou no próprio olhar.
No caminho, três boxes fazem o trabalho mais delicado. "Pelo nome" ensina a palavra certa e a ideia errada que ela desfaz: escravizado, e não escravo. "Quem conta?" ensina a perguntar, diante de qualquer texto, imagem ou notícia, quem fala, de onde e para quê. E "No meu lugar" traz o tema para perto da escola: o povo, a comunidade, o nome da rua, a terra mais próxima.


- Aula 1
Reflexão e ativação
A turma abre uma roda com uma imagem e uma pergunta.
- Aulas 1 e 2
Construção do conhecimento
O conceito pelo nome certo e a leitura de quem conta.
- Aula 3
Aplicação
Uma produção que o estudante assina.
- Aula 4
Revisão e reflexão
A turma volta à pergunta do início e vê o que mudou.


Para quem ensina
O professor não fica sozinho
Em algum momento, um estudante vai perguntar por que a escravização aconteceu, ou vai repetir em sala uma piada que ouviu em casa. É nessa hora que o professor mais precisa de apoio, e é para ela que o manual foi escrito.
Cada aula chega com objetivo e tempo, o que preparar antes, inclusive o que fazer sem projetor ou internet, e o passo a passo em minutos. O subsídio teórico resume o que a pesquisa recente já revisou sobre o tema, para o professor entrar na sala seguro do conteúdo.
Em cada aula do manual
- Objetivo e tempo
- O que preparar antes, com ou sem projetor
- Passo a passo em minutos
- Subsídio teórico
- Roteiro de conversa difícil
- Como ler a produção do estudante
Para quem decide
Quando o conselho perguntar, a escola tem o que mostrar
Coordenação, direção e secretaria precisam mostrar que a lei é cumprida, e um mural de novembro não basta. Na coleção, esse registro se forma no próprio uso do material.
Cada unidade termina numa página do caderno em que o estudante registra o que produziu, e o manual traz uma ficha-síntese por turma, preenchida ao longo do ano. O que cada estudante disse sobre si mesmo não entra na ficha, só o título e o tipo da produção.
Nenhuma atividade depende de computador, tablet, projetor ou internet. Todo objeto digital tem versão impressa, e a escola sem conexão faz o percurso inteiro. Quando há conexão, o QR code do livro abre páginas simples, sem cadastro e sem coleta de dados dos estudantes.

A avaliação em três momentos
- No início do anoUma leitura de como cada estudante se reconhece.
- Ao longo do anoA produção de cada unidade mostra o avanço, sem virar nota isolada.
- No fim do anoCada estudante é comparado com o próprio ponto de partida.
O que a rede recebe
- Cada capítulo ligado à BNCC, às duas leis e às Diretrizes para a Educação das Relações Étnico-Raciais
- Caderno e manual que funcionam sozinhos
- Toda atividade digital com versão impressa
- O registro por turma, pronto para apresentar
Os nossos cuidados
O que a coleção não faz, em nenhum ano
Não termina a história na violência.
Toda história de colonização e escravização vem com quem resistiu e o que se construiu.
Não troca a palavra certa por eufemismo.
Escravização, colonização, racismo, direito à terra e religiões de matriz africana aparecem em todos os anos, na medida de cada idade.
Não tira de quem foi escravizado o lugar de sujeito.
A história é contada do ponto de vista de quem a viveu.
Não deixa nenhum povo só no passado.
Toda história convive com presença atual, nomeada.
Não esquece nenhuma das matrizes.
Indígena e africana e afro-brasileira são tema de capítulo em todos os volumes.
Não fala de "os índios" ou de "a África" como bloco.
Povo, lugar, língua e pessoa vêm nomeados, com crédito.
Não expõe o estudante.
O que ele produz sobre a própria identidade fica com ele e não vai a mural nem a registro coletivo.
Não pede a ninguém que declare a própria religião.
As religiões de matriz africana são estudadas pelo nome, como sistemas de fé.
Não depende da família.
Toda proposta para casa tem, na mesma página, um caminho para quem não pode ou não quer contar.
Não ignora o lugar da escola.
O caderno traz um exemplo nomeado e espaço para a turma escrever o povo ou a comunidade da sua região.
Cada afirmação tem fonte, e cada fala tem dono
Nenhuma afirmação sobre um povo ou uma prática cultural entra na coleção sem fonte verificável, e nenhuma fala é atribuída a uma pessoa ou comunidade sem crédito real. Cada volume passa por revisão humana integral e pela leitura crítica de um especialista em Educação das Relações Étnico-Raciais.
A coleção
Nove anos, nove volumes
Em cada ano, um fio costura os oito capítulos.
1º ano · DescobrirQuem eu sou, quem está ao meu redor e o que é justo.
A criança começa pelo próprio nome, pelo jeito e pelos gostos, e aprende a respeitar as diferenças da turma. Conhece brincadeiras e histórias de povos indígenas e de matriz africana e descobre que os povos indígenas vivem hoje, muitas vezes na mesma região.
2º ano · DescobrirO corpo, a casa e o respeito.
O corpo vira lugar de cuidado, e a diversidade de aparências, algo sem hierarquia. A turma conhece como moram povos indígenas e comunidades quilombolas, o que eles sabem da terra e das águas, e os mais velhos como guardiões da memória.
3º ano · ConectarAs cores, a comida e o lugar onde vivo.
Cada criança nomeia a própria cor e respeita a palavra que o colega escolhe. A comida do dia a dia revela saberes indígenas e africanos, e a turma investiga quem vivia no lugar da escola e o que a colonização mudou ali.
4º ano · ConectarA herança, a festa e os encontros.
A cor e os traços se ligam à herança da família. Festas, celebrações e arte mostram povos que se encontram e se organizam, e a história do encontro desigual vem junto com quem resistiu para defender a terra e a liberdade.
5º ano · ConectarAs origens e o que existia antes.
O estudante procura as raízes da própria família e vê quem compõe o país hoje. Conhece a ciência de origem africana e indígena e as sociedades da África e das Américas antes da colonização, e aprende a distinguir injúria racial de racismo.
6º ano · Posicionar-seDeclarar-se, falar e nomear o racismo.
O estudante lê nos dados do censo as categorias de cor ou raça e o direito de se autodeclarar, conhece as línguas indígenas faladas hoje e as palavras africanas do português, e estuda a colonização e a resistência indígena que garantiu a permanência dos povos.
7º ano · Posicionar-seA imagem, o território e a liberdade.
A turma analisa os estereótipos nos livros, na mídia e nas conversas, distingue terra indígena demarcada de território quilombola titulado e lê o tráfico atlântico em fontes, com quem foi escravizado como sujeito, ao lado dos quilombos e das revoltas.
8º ano · Posicionar-sePertencer, crer e o que a lei não garantiu.
O estudante entende que pertence a vários grupos ao mesmo tempo e que nem os povos indígenas nem a população negra são um bloco único, estuda religiões de matriz africana e espiritualidades indígenas num Estado laico e lê a abolição pelo que ela deixou de garantir.
9º ano · Posicionar-seAfirmar-se e agir no presente.
O estudante afirma a própria identidade e analisa as relações raciais no Brasil de hoje. Lê o que pensadores indígenas e negros propõem para o país, estuda o pós-abolição até a Constituição de 1988 e avalia com dados as políticas de igualdade racial.
Conheça a coleção antes de decidir
Secretarias de educação e diretorias de ensino podem pedir amostras impressas e agendar uma apresentação para a equipe pedagógica.